domingo, 22 de maio de 2011

Dois gatos na Festa de Ratos

Mais uma semana sem Festa de Ratos. Aos mortais que arrastam seus olhos por essas linhas é oferecida uma dose de dois personagens que se debruçam sobre esses ratos, para enxotá-los e livrar-se da possibilidade a Grand Cort contaminar-se. Um problema se instaura, os ratos se não se consideram ratos e pintarão um quadro diferente de como se dança nos salões sujos da Grand Cort.

Glamour

“Um passado sórdido acompanha todos. Quanto mais se tem passado mais sordidez acumula-se o imortal. O que falar de seres com mais de três quartos de milênio. A dança é uma boa companheira das eras, e por fim se torna a balanço dos grãos numa ampulheta. Definir-se sórdido é a primeira atitude de alguém que em breve receberá a alcunha de Matusalém. Merlinda imaginava-se cambaleante entre os salões da Grand Cort. Ouvindo os velhos balbuciando e babando seus frutos colhidos e de como mentem tudo organizado e os jovens enganados com suas manias adolescente de grandeza. Aquilo era a Grande Corte ou o Grande Coração como alguns insistiam em latir na língua dos francos”.

“Merlinda vira que deveria adquirir aquela ampulheta a todo custo, e que o fruto sórdido que gerou nos últimos anos talvez seja valioso pela sua sordidez. ‘A minha cria do outono é tão inconsequente quanto a minha cria da primavera’. Era este o pensamento que cutucava seu juízo enquanto bebia sangue na cabeça decepada de uma serviçal de seu séquito presenteado pela Matre Damme d’Lugdunum. Até ter sua atenção roubada por seus novatos clientes.”

Asas de Sangue

“Seu mestre sentado sobre aquela pedra negra era a cálida cena que mais assustara o agora Grã-Mestre Arquiteto do Espectro Escuro. ‘Faltam-me mais duas obliterações e terei as energias necessárias para preparar minha iniciação pelas portas de Jerusalém’- Balbuciava melancolicamente Agnostos. Se a Senhora da Pérola Rubra, não lhe cedesse o manto para suas façanhas jamais poderia contrapor seu Mestre”.

“Agora jogava do outro lado, considerava-se duplamente inimigo de Kayavantes, mas com um ilustre respeito por quem lhe ensinou a entender como existir como morto sem desarmonizar a Roda. ‘Não posso ir contra meu Mestre’ – pensava Agnostos – ‘Posso vir a ser meu último porto seguro’. Em nome da boa harmonia Tremer , o novo regente da Capela de Lyon seria o anfitrião do indesejável Kayavantes. O Mago do Equilíbrio teria de ser recebido por alguém da Grand Cort. ‘Minha hospitalidade descerá pelas vossas gargantas como sangue putrefado, receberei o estrangeiro e de quebra obliterarei o terceiro Anjo e quarto alado virá como um presente dos deuses’ – concluía o ambicioso Grã-Mestre Arquiteto”.

Dois pequenos interlúdios que incluem, entre outros personagens, dois novos PJs sob uma perspectiva de NPCs conhecidos de Muitos. Retratados nos momentos em que os Antagonitas estão decidindo seus novos passos de dança nessa festa de ratos.

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